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Debate sobre formação de preços e contratos é sucesso de público na BA
Publicada no dia 08/09/2020 às 11h47
Cerca de 180 empresários do segmento de engenharia, construção e montagem, com foco nas atividades de implantação de projetos industriais e corporativos da Bahia, acompanharam na última quinta-feira (3/9), via transmissão online do ‘Roadshow: formação de preços e relações contratuais’, importante debate sobre esses dois temas e apresentação dos cases de Gestão Compartilhada e de Valorização da Engenharia.

Realizado pela Comissão de Obras Industrias e Corporativas (COIC) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), o evento contou com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional) e apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e do Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai Cimatec).

Ao ressaltar a relevância do segmento de Obras Industriais e Corporativas, responsável por aproximadamente 1/3 do PIB da Indústria da Construção – R$ 85 bilhões a cada ano –, o presidente da COIC/CBIC, Ilso José de Oliveira, mencionou as ações que estão sendo desenvolvidas pela Comissão e informou que, em breve, a entidade divulgará uma campanha nacional de Valorização da Engenharia.

O evento também contou com a participação do presidente do Sinduscon-BA, Carlos Marden, e do gerente de Negócio da Área de Construção Civil do Senai Cimatec e professor Assistente I na Universidade Federal da Bahia, Carlos Bomfim.

As Cartilhas de Contratos de Empreitada em Obras Industriais e Bonificações e Despesas Indiretas (BDI) da CBIC, ferramentas desenvolvidas para disseminar conhecimento sobre contratos e processo de formação de preços e BDI, aprimorar as relações contratuais e elevar o nível de confiança entre as partes contratantes, foram apresentadas pelo coordenador da Subcomissão de Contratos do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Thiago Gomes de Melo.

“Com a união de esforços e conhecimento de todas as partes envolvidas, conseguiremos construir soluções que melhorem o ambiente e o nível de sucesso dos projetos no Brasil”, frisa Melo.

Case de Gestão Compartilhada

O gerente executivo de Obras da Reparação da Diretoria Especial de Reparação e Desenvolvimento da Vale S.A., Rogério Galvão, apresentou o case de Gestão Compartilhada referente à Implantação da Nova Escola Municipal da Comunidade de Macacos, no município de Nova Lima, em Minas Gerais.

A iniciativa foi oriunda da elevação do nível de emergência das barragens de B3/B4, em 16 de fevereiro de 2019, e da consequente instabilidade provocada pelo risco do rompimento atingir o local. Para garantir a continuidade do ano letivo, o colégio provisório foi implantado em 20 dias e a construção da nova escola, entregue no último dia 13 de agosto, foi possível em razão da gestão compartilhada.

“O resultado foi trabalho de uma grande equipe. O projeto contou com a participação ativa dos pais, docentes e funcionários e foi apresentado aos alunos, que acompanharam as obras desde a sua fundação”, afirma Galvão, ressaltando que o objetivo era ter uma escola que agregasse valor à comunidade.

“Recebemos a demanda em maio, começamos a obra em agosto e entregamos em 12 meses. A gestão compartilhada foi fundamental para o sucesso da entrega da escola. Os fornecedores foram parceiros essenciais na empreitada”, reforça o coordenador de Projetos de Contrapartida Social na Diretoria Especial de Reparação e Desenvolvimento da Vale, Eduardo Coscarelli, citando nominalmente todos eles.

Com 3.700 m2 de área construída coberta e 2.000 m2 descoberta, a escola tem capacidade para 401 alunos, do berçário ao 9º ano, e foi entregue mobiliada e equipada, com 15 salas de aula e de projetos, dois refeitórios, cozinha industrial, ginásio poliesportivo e laboratório de informática.

Na obra foi utilizada construção a seco, estruturas pré-fabricadas, mão de obra local e painéis fotovoltaicos para que a prefeitura não tenha custo com energia elétrica, além de performance térmica, sistema de reuso de água pluvial, mini wetland, compostagem, horta sensorial e projeto didático da obra à operação.

Benefícios da adoção da gestão compartilhada

No primeiro debate do roadshow, os participantes abordaram questões referentes à negociação, importância de um bom projeto e mudança de mentalidade dos contratantes e contratados.

Em relação à margem de negociação dos contratos na gestão compartilhada, “o ideal é que o contrato reflita a realidade do que será executado do projeto e que não haja sobreposição de atividades que onerem o seu custo”, opinou Thiago Gomes de Melo. Já Ilso de Oliveira salientou que as partes envolvidas têm que focar seus esforços em benefício do projeto. “Não existe maior custo para um empreendimento do que o projeto não terminar no prazo, não ter qualidade ou não performar”.

Para o ex-diretor de projetos de Capital da Vale e atual presidente da GTEC Consultoria, Galib Abrahão Chaim, a gestão compartilhada parte da mudança de mentalidade do contratante e os contratados têm que partir do princípio de que não podem utilizar a estrutura da gestão para aumentar ganhos individuais em detrimento do projeto do contrato. “Todas as partes envolvidas precisam se modernizar. Aí, sim, as margens de negociação aparecem, pela menor perda de insumos, menor desvio, menor falha e menor número de acidentes”.

Sobre a necessidade de dedicar mais tempo à elaboração de projeto para uma boa engenharia, o diretor da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Vicente Mattos, ressaltou que “é fundamental que se comece bem e sem dúvida alguma se começa bem com o desenvolvimento de um bom projeto”.

Ricardo Fabel, gestor de desenvolvimento de negócios da Tractebel, destacou que a engenharia representa 5% do capex de um empreendimento e que, bem desenvolvida na fase de maturidade do projeto, tem maior chance de sucesso, o que pode retratar uma redução do seu custo. “Alguns clientes já identificam o valor da engenharia e temos que enxergar que o protagonista do que está sendo negociado é o sucesso de um projeto, que é a engenharia”, diz, completando que as contratantes precisam enxergar a necessidade de valorizar não o menor preço, mas a melhor oferta e que o resultado de um boa gestão compartilhada tange governança, compliance e sustentabilidade.

Valorização da Engenharia  

Para estimular o uso de práticas que valorizem a engenharia e a inovação, contribuindo com o sucesso dos projetos, o diretor comercial da Dois A Engenharia, Felipe Castro, apresentou o case ‘Fundações elevadas para aerogeradores’, enfatizando o DNA de inovação tecnológica e de otimização de projetos da empresa.

Para se diferenciar no mercado e agregar valor ao cliente final, saindo da vala comum da briga por menor preço, a Dois A Engenharia, pioneira no país na solução de elevados para parques eólicos, implementou dois projetos com a elevação de fundações em 2019.

Um deles, solução desenvolvida pela empresa, resulta no aumento do Hub Height da Torre em mais 3 metros de altura do aerogerador, que tem 114 metros. O outro projeto, desenvolvido há cerca de seis anos por projetista espanhol, parceiro da empresa, tem fundação de pré-moldado e aumenta a altura do centro do aerogerador em até 6 metros. “No Brasil, cada um metro no aumento do aerogerador pode representar até 1% de aumento do fator de capacidade de geração de energia.  O objetivo é gerar mais energia e rentabilizar o ativo do cliente, com respeito ao meio ambiente, às pessoas e às comunidades“.

“Em um contrato para 20, 30 anos de geração de energia, o acréscimo dessas fundações, que têm custo maior, tem uma taxa de retorno interna do projeto em três ou quatro anos e a geração nos demais anos em torno de 5% a mais”, aponta Castro, além de mencionar benefícios como redução no custo de escavação e consequente reaterro, dando celeridade à obra.

Formação de Preços

O diretor de Operações da Reta Engenharia, Marcus Cassini, exibiu as boas práticas para a formação de preços no processo de engenharia, considerada de suma relevância para o sucesso do projeto e destacou a importância da implantação do BIM como plataforma colaborativa.

Cassini ressaltou a necessidade de alinhar, dentro da gestão compartilhada, objetivos entre contratantes e contratadas e discutir práticas que influenciem o setor não só no processo de tomada de preços, mas na engenharia como um todo. Lembrou que o sucesso de um projeto está interligado às questões de meio ambiente, segurança, qualidade, escopo, custo e prazo e que todos os participantes têm que estar satisfeitos.

Geraldo Menezes, do Sinduscon-BA, reforçou a importância de acionar a área de Relações Trabalhistas dos sindicatos do setor da construção para um diagnóstico prévio de todas as condições a serem examinadas na formação do preço.

O roadshow integra o projeto ‘Fortalecimento das Empresas de Obras Industriais e Corporativas’ da COIC/CBIC com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).
Fonte: CBIC
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