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Conectividade é a mais nova exigência no setor de imóveis
Publicada no dia 31/05/2021 às 11h09
Na pandemia do coronavírus, o mercado imobiliário tem buscado se adequar ao aumento na demanda por conectividade. Com as novas dinâmicas de teletrabalho, de ensino remoto e o fortalecimento da cultura digital, o setor da construção civil na Bahia busca oferecer melhores soluções para o consumidor mais conectado.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Alexandre Landim, o home office e o isolamento social foram cruciais para a mudança de comportamento do consumidor. “A pandemia virou uma página que a gente não tinha experimentado no milênio. Hoje, mais que uma boa localização, as pessoas querem estar bem conectadas!”, comenta.

Para o empresário, a boa infraestrutura de rede é a nova variável para o sucesso dos projetos imobiliários. Se antes o tamanho, a quantidade de cômodos e a localização eram fundamentais, hoje a garantia da conectividade é também imprescindível para o sucesso do empreendimento.

Nesse mesmo sentido, o analista em mercado imobiliário Marcos Araújo afirma que a conectividade transformou os hábitos, potencializando a demanda do consumidor. “Antes da pandemia, o tempo de conexão de um potencial comprador de imóveis era de seis a sete horas por dia. Agora, o tempo está entre oito e nove horas, e, em muitos casos, o grupo com mais de 10 horas de conexão passa dos 50% da demanda”, afirma o analista.

Qualidade de vida

Para Araújo, com mais tempo conectado, o grau de exigência do consumidor atingiu o nível máximo, como é o caso do gerente de projetos educacionais Pedro Vergueiro. Depois de um tempo morando no centro de São Paulo por causa do trabalho, Pedro decidiu aproveitar a flexibilidade do home office para buscar uma melhor qualidade de vida na Bahia. “Quando veio a pandemia, eu percebi que eu só precisava de computador e internet, e eu comecei a viajar pela Bahia. Fiz essa decisão dia 1º de novembro (de 2020). Comecei viajando por Itacaré, Moreré, Morro de São Paulo, Trancoso, Caraíva, até que fui passar o Réveillon em Moreré, conheci uma pessoa, que é minha namorada, fez sentido vir para Salvador e acabei ficando”, conta.

Vergueiro, que está morando em Salvador há pouco mais de quatro meses, conta que, quando recém-chegado à cidade, em sua busca por um novo apartamento, notou como os corretores só identificavam dois perfis de cliente: os turistas, que procuraram moradia por temporada, e os já residentes de Salvador, que conheceriam melhor os bairros e já teriam a vida social estabelecida.

Assim, os profissionais dedicaram mais tempo mostrando-lhe atributos, como salão de festa, que, segundo ele, seriam pouco utilizados por recém-chegados à cidade, como era o caso, enquanto seu foco estava em encontrar uma moradia que oferecesse relativa segurança, serviço de portaria para receber encomendas e delivery e, principalmente, boas condições de conectividade e estrutura para morar e trabalhar. Mesmo assim, Vergueiro acredita na adequação do mercado para esse novo perfil.

“Talvez eu possa morar aqui um tempo da minha vida, passar 15 dias em Salvador e 15 dias em São Paulo. Eu acho que o online veio para mudar tudo isso, as relações de trabalho mudam, as empresas percebem que não precisam mais ficar vendo o funcionário o tempo inteiro. As pessoas, com autonomia e responsabilidade, batem suas metas da mesma forma. O que eu vejo é que a minha performance no trabalho melhorou muito, porque acredito que meu tempo livre e meu tempo de lazer hoje são muito mais saudáveis do que eram em São Paulo. Eu acho que isso melhora tudo na vida”, conclui.

Novo perfil

Mesmo com a pandemia e com um novo perfil de demanda emergente, o mercado imobiliário na Bahia e no Brasil dá sinais de que continuará crescendo. Como indicado no relatório da Caixa Econômica Federal sobre o crédito imobiliário, em 2020, com a diminuição da taxa de juros, a contratação desse crédito teve aumento de 28,8%, e a inadimplência fechou o ano abaixo da média histórica, chegando a 1,28%.

Além disso, com o aumento na procura por locação, os ativos imobiliários têm sido cada vez mais atrativos para os investidores. Ainda de acordo com Marcos Araújo, o fenômeno da locação enquanto “estilo de vida” das novas gerações mudou o cenário dos investimento imobiliários, que buscam rentabilidade não mais com a revenda, mas sim com a locação. “Um compra, para rentabilizar, e o outro aluga, para viver de forma mais ‘desprendida’”, afirma o especialista.

Entretanto, embora os indicadores do mercado sejam positivos, a conjuntura econômica da Bahia ainda enfrenta percalços. Um deles é o desemprego, cuja taxa chegou a bater 20% na última divulgação da Pnad Contínua, referente ao 4º semestre de 2020. Além disso, o aumento da desigualdade social e da extrema pobreza, que, de acordo com o boletim trimestral da SEI, será um dos principais desafios para a retomada do desenvolvimento econômico e social do estado.
Fonte: A Tarde
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