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Artigo Jornal A Tarde - Retrospecto da Construção Civil na Bahia
Publicada no dia 12/01/2021 às 10h14
A construção civil conseguiu atravessar com firmeza as incertezas da pandemia. Na Bahia, graças ao reconhecimento como atividade essencial e o discernimento do governo estadual e da grande maioria dos municipais, o setor não sofreu interrupções das obras públicas e privadas, mostrando-se fundamental para continuar sendo o motor da economia, visto ser o maior empregador formal. Isso só foi possível à custa de um grande esforço das empresas, que operaram com seus contingentes de operários reduzidos, licenciando aqueles dos grupos de risco, além da rápida adaptação ao home office nos staffs administrativos, inclusive das obras.
 
Embora o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED no Estado tenha registrado sucessivas perdas mensais nos empregos no auge da pandemia (de março a junho), já a partir de julho houve a inversão gradativa na curva de desemprego. No último CAGED (outubro), o número de empregados ultrapassou o patamar pré-pandemia ao totalizar 131.062, o que representa 28,74% dos trabalhadores do setor na Região Nordeste e 5,2% da construção Nacional.
 
Os juros baixos, devido a Selic que permanece em 2%, a menor taxa da história, têm sido o principal impulsionador do setor, já que muitos baianos aproveitaram para comprar seu imóvel. Com o home office as pessoas sentiram a necessidade de ter espaços melhor adaptados em suas residências e têm procurado empreendimentos com mais áreas de lazer coletiva, seja no Minha Casa Minha Vida, hoje Casa Verde Amarela, ou no de alto padrão.
 
No tocante às obras públicas de infraestrutura, foi registrado que todas tiveram sua devida continuidade, e a partir do próximo ano espera-se a implementação ou continuação de importantes projetos, sejam de concessões ou PPPs, como a FIOL; o VLT em Monotrilho ligando o Comércio até a Ilha de São João, em Simões Filho; além das intervenções urbanas promovidas pela Prefeitura em complemento ao sistema do BRT, nas áreas do Iguatemi e Av. Tancredo Neves.
 
O pico da demanda na retomada foi tão intenso que causou um choque no mercado. A partir do segundo semestre verificamos continuados aumentos no preço dos insumos básicos da construção (cimento, aço, PVC, fios de cobre, alumínio e vidros), provocando o desabastecimento e certamente o atraso das obras, podendo interferir no prazo de entrega e no preço das obras em geral, dificultando muito o setor enquanto esta situação se verifique.
 
Apesar do cenário despertar otimismo para 2021, temos que encarar, em nível nacional, um imenso desafio que é o equilíbrio orçamentário e fiscal do governo. A superação de um panorama socioeconômico tão grave passa necessariamente por uma nova política desenvolvimentista, à semelhança de um new deal brasileiro, para recuperar e reformar a economia do país.
 
Carlos Marden – Presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia – Sinduscon-BA
Fonte: A Tarde
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